A forma de pagamento foi a menos usada pelos brasileiros em 2022: apenas 0,09% do total.
A operação financeira só vai ser oferecida pelos bancos até fevereiro de 2024.
Alcance do PIX aposenta a forma de pagamento via DOC.
Reprodução / JN A popularidade do PIX como forma de pagamento provocou um efeito colateral no Brasil: os bancos vão deixar de oferecer transferências via DOC.
Incenso para purificar, cristal para renovar as energias.
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mas sorte mesmo tem a terapeuta holística Jéssica Conceição quando o cliente escolhe o meio de pagamento preferido dela.
“PIX é ali na hora.
Facinho.
Ajuda todo mundo”, conta.
Ela nem se lembra direito como fazia para transferir dinheiro antes da chegada do PIX.
JN: Você sabe o que é um DOC? Jessica: Não, moça, nem me pergunte.
Faz muito tempo que eu nem escuto essa palavra.
Foi num tempo em que não havia internet, nem aplicativos de bancos, que o DOC - Documento de Ordem de Crédito - foi criado.
Ele permite transferências abaixo de R$ 5 mil.
O valor cai na conta no dia seguinte, desde que a operação seja feita antes das 22 horas, e tem uma tarifa, que varia de acordo com o banco.
“A gente tinha direito a um por mês, e o segundo você já pagava.
Tinha que segurar”, relembra uma aposentada.
Passadas quase quatro décadas, o DOC está com os dias contados.
Só vai ser oferecido pelos bancos até o dia 29 de fevereiro de 2024.
O DOC foi a operação financeira menos usada pelos brasileiros em 2022: apenas 0,09% do total.
É que a concorrência é muito forte.
O PIX respondeu por praticamente 4 em cada 10 transações financeiras feitas no país em 2022.
Na sequência, aparecem os cartões de crédito e de débito.
Depois, os boletos.
E apenas 2% das operações foram com TED, DOC ou cheques.
Eles sumiram das carteiras da maioria dos correntistas e boa parte das novas gerações nem sabe do que se trata.
Em 27 anos, o uso do cheque despencou 97%, segundo o Banco Central.
Mas em 2022, eles ainda movimentaram mais de R$ 600 bilhões no país.
E, como continuam circulando, vão passar por uma atualização.
O Banco Central anunciou nesta sexta-feira (5) que, a partir de outubro, o modelo das folhas de cheque vai ser definido pelas próprias instituições financeiras.
Elas vão poder incluir, por exemplo, novos itens de segurança.
Atualmente, a regulação é do próprio BC.
A Federação dos Bancos acredita que problemas pontuais de tecnologia fazem com que os cheques resistam.
“Você vai para alguns lugares do país que a internet não funciona a contento, então a pessoa não tem como fazer um PIX, por exemplo, para efetuar um pagamento”, aponta o diretor adjunto de serviços da Febraban, Walter Faria.
No centenário Sindicato dos Donos de Padaria de São Paulo, a tradição é usar cheques para pagar todos os tipos de despesa.
O gerente, que tem que correr atrás de assinaturas para 300 cheques todo mês, já começou a traçar um plano para aposentá-los o mais rápido possível.
“Como os nossos diretores que assinam são pessoas mais de idade, a gente está tentando fazer um treinamento para eles saberem mexer no computador e também criar confiança de que se ele vai dar o ‘ok’ dele no computador, realmente vai pagar aquilo que ele está querendo pagar”, explica o gerente Antonio Carlos Fernandes.
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Publicada por: RBSYS
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