'Esperamos de Moscou sinais imediatos de desescalada.
Uma nova agressão militar teria duras consequências para a Rússia', afirmou Olaf Scholz Militares ucranianos inspecionam veículos no aeroporto de Kiev em 13 de fevereiro de 2022 Sergei Supinsky / AFP O chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, pediu à Rússia "sinais imediatos de de desescalada" na crise com a Ucrânia.
Scholz viaja a Kiev, capital da Ucrânia, nesta segunda-feira(14) e a Moscou na terça-feira.
"Esperamos de Moscou sinais imediatos de desescalada.
Uma nova agressão militar teria duras consequências para a Rússia", afirmou ele no Twitter.
Scholz classificou a situação como "muito, muito grave".
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Em comunicado publicado na noite de domingo, o chefe da diplomacia ucraniana, Dmytro Kuleba, afirmou que a Rússia ignorou uma exigência de Kiev sobre o Documento de Viena, um texto da OSCE que promove medidas de transparência entre as Forças Armadas dos 57 países membros da organização.
Soldados russos durante treinamento militar em Belarus, em foto divulgada em 11 de fevereiro de 2022 Ministério de Defesa da Rússia via AP "Passamos à próxima etapa.
A Ucrânia convoca uma reunião com a Rússia e todos os Estados membros (da OSCE) em 48 horas para discutir a intensificação e os deslocamentos de tropas russas ao longo de nossa fronteira e na Crimeia ocupada", anunciou Kuleba.
A Rússia "deve cumprir seus compromissos de transparência militar para reduzir as tensões e fortalecer a segurança de todos os Estados participantes", acrescentou.
Desde novembro, a Rússia concentrou mais de 100 mil soldados nas fronteiras da região leste ucraniana, o que gerou preocupação no Ocidente, que teme uma nova operação militar contra a Ucrânia após a anexação da Crimeia em 2014.
Ucrânia pede reunião com Rússia em 48 horas sobre aumento de tropas na fronteira Reino Unido pretende se esforçar mais em diplomacia O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, fará um novo esforço diplomático esta semana para desativar a crise na fronteira da Ucrânia, informou seu gabinete no domingo (13).
O ministro da Defesa sugeriu que alguns países não estão adotando uma postura suficientemente forte com a Rússia.
Johnson terá conversas com outros líderes.
Segundo comunicado de seu gabinete, ele está interessado em dialogar com os países nórdicos e bálticos.
"A crise na fronteira da Ucrânia chegou a um ponto crítico, a informação que temos sugere que a Rússia poderia estar planejando uma invasão da Ucrânia a qualquer momento.
Isto teria consequências desastrosas tanto para a Ucrânia quanto para a Rússia", disse um porta-voz do primeiro-ministro em nota.
Johnson vai trabalhar com os aliados britânicos para tentar controlar a crise, acrescentou o porta-voz.
Horas antes, o ministro da Defesa, Ben Wallace, comentou em declarações ao jornal "The Sunday Times" que alguns países ocidentais não têm sido suficientemente duros com Moscou.
Além disso, afirmou que havia um "cheiro a Munique" nos esforços diplomáticos para tentar desescalar a crise, em alusão ao acordo que permitiu à Alemanha nazista anexar os Sudetos em 1938, mas fracassou em evitar a guerra.
Wallace tem previsto ir a Bruxelas para uma reunião de ministros da Defesa da Otan, que começará na quarta-feira para abordar a crise.
Johnson, por sua vez, planeja viajar à União Europeia no fim da semana.
Há duas semanas, o premier visitou Kiev para demonstrar seu apoio à Ucrânia.
Johnson passa por um momento delicado na política interna do Reino Unido, membros de seu próprio partido pedem sua demissão pelo escândalo "partygate" (ele fez uma festa durante o período de restrições pela Covid-19).
Johnson deve responder esta semana a um inquérito da polícia, que investiga acusações de que algumas festas realizadas em seu gabinete em Downing Street violaram as restrições sanitárias da Covid-19.
EUA reiteram que ataque pode ocorrer a qualquer momento Os Estados Unidos reiteraram no domingo que uma invasão russa da Ucrânia seria iminente, após Moscou concentrar mais de 100 mil militares na fronteira com a Ucrânia e ter realizado manobras no Mar Negro e em Belarus.
Treinamento voltado para civis em Mariupol, na região de Donetsk, Ucrânia Vadim Ghirda/AP A Rússia nega qualquer intenção bélica, mas pede o fim da expansão da Otan para o leste e que a Ucrânia não seja admitida na Aliança Atlântica, o que os países ocidentais rejeitam.
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Publicada por: RBSYS
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