O carioca Felipe Dana esteve no campo de batalha e fotografou o sofrimento no conflito.
Brasileiro conquista um dos prêmios mais importantes da imprensa mundial com a cobertura jornalística da guerra Um brasileiro conquistou um dos prêmios mais importantes da imprensa mundial com a cobettura jornalística da guerra.
A violência que choca o mundo, testemunhada de perto.
O fotógrafo por trás do esforço jornalístico é um brasileiro.
O carioca Felipe Dana foi ao campo de batalha, na Ucrânia.
Na cidade de Bucha, imagens chocantes da guerra.
“Foi quando a gente viu aquela cena, dezenas de corpos de civis abandonados pela cidade”, contou o fotógrafo.
O cachorro foi o único sobrevivente em uma casa.
A foto foi uma das vencedoras do prêmio Pulitzer, em 2023.
“Claramente, eram civis que foram mortos dentro de casa, literalmente”, relatou.
Felipe é da equipe da agência de notícias Associated Press, que levou o prêmio na categoria fotografia de notícias.
São 15 fotos de seis profissionais.
Entre elas, a imagem de uma mulher grávida sendo socorrida depois do bombardeio a uma maternidade em Mariupol.
Ela morreu depois.
“Sobre a guerra da Ucrânia, são cenas horríveis, cenas de bombardeios, de civis feridos, enterros coletivos e, infelizmente, são cenas que têm se repetido muito desde o início da escalada do ano passado.
As pessoas desesperadas tentando tirar as coisas de casa, um homem tirando itens de uma loja.
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”, relata o fotógrafo.
Foi o que Felipe registrou em fotos que também são da série premiada.
“Pode parecer, talvez, horrorosa – vamos dizer assim – muitas das fotos, mas a realidade do que, principalmente os civis estão vivendo ali, é bem pior”, diz Felipe.
O prêmio Pulitzer é concedido pela Universidade Columbia, de Nova York.
Foi criado em 1917, em homenagem ao jornalista Joseph Pulitzer, e se tornou uma das premiações mais importantes do mundo.
Tem 22 categorias, incluindo reportagens e fotografias.
Na Ucrânia, Alemanha ainda busca restos mortais de soldados da 2º Guerra Mundial Um reconhecimento aos trabalhos capazes de registrar, de forma única, momentos que ficam para a história.
Felipe Dana já foi indicado outras quatro vezes ao prêmio pela cobertura da guerra contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria.
Nas guerras, encontrou uma missão.
“Em vez de pensar na fotografia, na beleza ou na falta de beleza, no horror da fotografia, pensar no horror do ser humano, e o que a gente pode fazer para mudar isso.
Se alguém tiver o poder de mudar, nem que seja um pouco dessas coisas, eu acho que já vale”, declarou o fotógrafo Felipe Dana.
Publicada por: RBSYS
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