A cada dia, o aposentado Francisco de Assis Araújo Garcia retira mais de 600 mil quilos de lixo do Rio Cocó.
Tudo que é recolhido é levado para um aterro sanitário.
Trabalho voluntário ajuda na preservação de um dos principais rios do Ceará Um trabalho voluntário está ajudando a preservar um dos principais rios do Ceará.
O passeio pelo rio que atravessa a Região Metropolitana de Fortaleza desperta a consciência de jovens.
"Eu vi muito lixo.
É uma questão de empatia preservar o meio ambiente para o próximo", afirma um jovem.
"Ter a consciência que isso aqui também é vida", diz uma estudante.
"Eles falaram que retiram o lixo aqui todo dia e eu acho muito bonito esse cuidado que eles têm com a natureza", afirma outra jovem.
Cuidado que vem do próprio guia do passeio ecológico.
O policial militar da reserva Francisco de Assis Araújo Garcia convive com o Rio Cocó desde a década de 1990.
Trabalhava como tenente da Polícia Ambiental.
Agora, na reserva, além de guiar estudantes e turistas pelo rio, também faz a limpeza da água.
Dos cerca de 50 km do rio, o tenente Araújo atua em um trecho de 8,5 km que é todo urbano e navegável.
Apesar de um manguezal na margem, lembra-se que está dentro da cidade quando vê todo o lixo acumulado.
O lixo mostrado em vídeo, por exemplo, apareceu em uma chuva.
Por isso, o trabalho do Araújo é todo dia.
"Eu venho voluntariamente.
Eu já tinha o barco aqui dentro.
Comecei a vir tirar lixo do Cocó e estou tirando e vou tirar até enquanto tiver saúde”, conta Francisco.
Araújo explica que a maior parte do lixo vem das calçadas e chega ao rio trazido pelas galerias de água da chuva.
A cada dia, ele retira de 600 a mil quilos.
Já chegou a tirar 3 toneladas depois de uma chuva forte.
Tudo que é recolhido é levado para o aterro sanitário, na Região Metropolitana.
"Claramente, ele faz isso por amor.
Que venham mais tenentes Araújos, que possam nos ajudar com essa consciência, que eu chamo de consciência evoluída: que é questão do cuidado com o nosso meio ambiente, com o nosso planeta", diz Vilma Freire, secretária de Meio Ambiente e Mudança do Clima do Ceará.
Mas os objetos atirados diretamente no rio mostram que a consciência ambiental ainda precisa evoluir muito.
"De tudo que você possa imaginar que o ser humano utiliza já encontrei aqui dentro desse rio.
Carroceria de carro, bicicleta, sofá, colchão.
É constrangedor, para mim, estar fazendo isso.
Em pelo século XXI, com tanta tecnologia, nós ainda estarmos aqui tirando lixo de dentro de um rio”, lamenta o aposentado Francisco de Assis Araújo Garcia.
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Publicada por: RBSYS
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